| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Piciformes |
| Família: | Ramphastidae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | S. gouldii |
A saripoca-de-gould é uma ave piciforme da família Ramphastidae.
Também conhecido como saripoca-de-Gold ou tucaninho-da-serra-de-baturité (Ceará).
Seu nome científico significa: do (grego) selënë = lua; e dera = pescoço, colar; e de gouldii = homenagem ao empresário, naturalista e artista Inglês Mr. John Gould (1804-1881).⇒ Ave da lua com colar de Gould.
Selenidera gouldii possui o bico pardo com base branca, maxila com uma grande mancha preta a qual se repete de forma reduzida na mandíbula (SICK, 1997) e parte distal amarela na maxila e mandíbula. Anel perioftálmico nu com coloração verde-intenso (SICK, 1997) ao azul e íris verde-azulada (SICK, 1997) com mancha negra anterior e posterior à pupila. Mede de 33 (SICK, 1997) a 36 cm de comprimento. Pesa entre 170 a 190g. Asas e Cauda verdes. O ventre é claro, enquanto os flancos são amarelo-ouro. Já as penas infracaudais são vermelhas e os calçõestêm cor marrom. O tarso apresenta coloração cinza esverdeada.
O Macho possui cabeça, nuca, garganta e peito negros. Região auricular e colar nucal amarelo-ouro bastante evidentes. A coloração negra no macho aparece marrom na fêmea. Ela tem o tufo de penas na região auricular amarelo-ocre com as pontas mais claras. Apresenta o colar nucal amarelo-ouro, que é mais estreito e o bico é um pouco menor que o do macho.
Vocalização: Emite uma série grave de “ggrawnk” e “ggrraaw”. A sua vocalização também lembra a de S. maculirostris: “o-gô…o-gô…o-gô” e ocasionalmente, um som áspero “krré…krrréee”.
No passado, eram consideradas duas formas geográficas: S. gouldii hellmayri, em Boim, Rio Tapajós, descrita por Griscom e Greenway (1937) e S. g. baturitensis, provinda da Serra de Baturité, estado do Ceará - descrito por Pinto e Camargo (1961). Haffer (1974) considerou válida apenas a forma baturitensis. Posteriormente, análises de caracteres morfométricos realizados por Novaes e Lima (1991) sugeriram que variações encontradas dentro de S. gouldii tratavam-se de apenas um gradiente geográfico que ocorre de oeste para leste, não sendo, portanto, reconhecidas subespécies. Assim, atualmente, essa espécie é considerada monotípica.
Pouco estudados, mas sabe-se que ingerem, em maior quantidade, frutos da embaúba (Cecropia sp.) e eventualmente insetos.
Hábitos reprodutivos…
Apresenta distribuição geográfica contínua, da margem direita do rio Madeira até o Maranhão Hileano. Uma população isolada ocorre no estado do Ceará, na serra de Baturité.